COMO FUNCIONA A PILULA DO DIA SEGUINTE?

7 fevereiro, 2020

    Quem nunca se perguntou como funciona a pílula do dia seguinte? Ou nunca quis saber se ela era segura?

    Com a vida da mulher moderna, a escolha do melhor momento para ter filhos, se for tê-los, tornou-se fundamental. Muitas vezes, mesmo existindo diversos métodos contraceptivos, ocorrem imprevistos, e é para esses momentos que foi criada a pílula do dia seguinte ou pílula de emergência.

    A pílula é composta de um hormônio chamado levonorgestrel em sua maioria, podendo ser dose única de 150mcg ou 2 comprimidos de 75mcg que devem ser tomados com 12hs de intervalo. Para se ter uma ideia da dose, o comprimido da pílula diária que apresenta o levonorgestrel em sua composição tem uma dose 10x menor em cada comprimido. Sua taxa de falha chega a 2%, sendo mais eficaz nas primeiras 24hs, mas ainda tendo algum benefício até 72 horas após relação. 

    E como ela funciona? Existem 3 mecanismos principais:

            - atrasar ou adiantar a ovulação.

            - dificultar a movimentação do espermatozóide através do espessamento do muco cervical.

            - diminuir a movimentação das tubas uterinas para atrasar o encontro do óvulo com o espermatozóide. 

    Sabe-se que o óvulo e o espermatozóide duram em média 48hs e, através do atraso do encontro de ambos, eles acabam sendo absorvidos antes de se encontrar. Uma complicação possível desse atraso é a gestação ectópica, ou seja, gestação fora do útero. Isso ocorre porque normalmente o encontro do óvulo com o espermatozóide para formação do embrião ocorre na tuba uterina e, a reducão da mobilidade da tuba, faz com que a implantação ocorra no local errado.

       O uso da pílula pode alterar o início do próximo ciclo menstrual em até 7 dias, para menos ou para mais. No caso de atrasos maiores, deve-se considerar a realização de teste de gravidez. 

       Devido sua forma de ação diretamente associada a alteração ao momento da ovulação, sua eficácia não é adequada se usada mais do que uma vez no mesmo mês, sendo recomendada pelos fabricantes de uso apenas 1-2x no ano. OU seja, se está ocorrendo a necessidade do uso da pílula com muita frequência, é importante conversar com seu ginecologista para encontrar um método contraceptivo mais adequado.

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São Paulo, 27 de junho de 2019.


Dra Karina Belickas Carreiro - CRM: 139.999

 

 

QUAIS MEDICAÇOES INTERFEREM NA LIBIDO?

10 junho, 2019

    Do que depende nossa qualidade de vida sexual? Dentre muitas coisas que podem interferir estão as medicações que fazem parte do nosso dia a dia e não percebemos os diversos efeitos que eles tem. Muitas mulheres antes de entrar na menopausa usam anticoncepcionais e atribuem mudanças na vida sexual a ele. Mulheres pós menopausa atribuem a própria menopausa a redução do desejo. Os homens podem associar 'a idade ou uso de medicações para calvice. 

    Muitas vezes esquecemos como nosso corpo é uma grande orquestra regida por muitos hormônios que conversam entre si e agem em locais semelhantes. E é dessa forma que muitos remédios atuam na redução da libido: aumentando os níveis de prolactina. A prolactina é um hormônio produzido no nosso cérebro que associamos principalmente com o aumento das mamas e produção de leite, mas que é produzido tanto em homens quanto em mulheres, em quantidades e em momentos da vida diferentes. 

    Existem algumas medicações que apresentam como efeito colateral um aumento transitório, dos níveis no sangue de prolactina. Esse aumento não chega a ser percebido em exames de sangue na sua maior parte, mas representa um aumento fora daquele habitual para aquela pessoa, sendo capaz de interferir no funcionamento hormonal habitual do corpo. Essas alterações são transitórias e revertem após parada do uso dos remédios após algum tempo, a depender do seu princípio ativo.  

    Abaixo alguns exemplos de drogas que podem atuar dessa forma:

    - anti-hipertensivos: metildopa, verapamil.

    - anti-depressivos: fluoxetina, paroxetina.

    - anti-psicoticos: risperidona, haloperidol, clorpromazina

    - analgesicos: metadona, morfina.

    - medicações para trato gastro-intestinal: plasil, domperidona, ranitidina.

    Algumas dessas medicações são muito importantes para tratamento de outras doenças e não devem ser descontinuadas sem antes consultar um especialista. Pode-se sempre tentar buscar equivalentes com menos efeitos adversos. 

    Contudo, o mais importante é saber que a libido depende de muitos fatores não mensuráveis: desejo, vínculo, contexto emocinal, contexto social, entre outros.


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Dra Karina Belickas Carreiro - CRM: 139.999
São Paulo, 10 de junho de 2019




 

Quem precisa fazer teste genético para câncer de mama?

29 maio, 2019

    O câncer de mama é o principal tipo de câncer entre as mulheres, pois, apesar de ser o segundo em incidência, ele só perde para os tumores de pele não melanoma que tem taxas de morte e complicações muito baixas. Em 2018 foi estimada a ocorrência de mais de 58mil novos casos e em 2015 (ultimo dado registrado) tivemos quase 16 mil mortes. 
    Sempre que temos algum amigo próximo ou parente com câncer de mama, logo vem a pergunta: será que o câncer aconteceu por uma mutação genética? E no caso de parentes, ficamos preocupados se nós também somos mutados e precisamos fazer algo a respeito. Contudo as mutações genéticas são responsáveis por 5-10% dos casos de câncer de mama, sendo que conseguimos identificar menos de 50% das mutações que existem. Então nos resta a pergunta: quem deve investigar se tem alguma mutação ou não?
    Antes de responder essa pergunta, precisamos refletir sobre algo que muitas vezes esquecemos: o que eu vou fazer com o resultado do exame se ele vier positivo? Algumas mutações estão associadas a diversos tipos de câncer e para muitas pessoas não é fácil lidar com o resultado. A segunda preocupação que fica é: se eu apresentar qualquer mutação, como isso vai influenciar na vida dos meus parentes mais próximos?
    Após essa reflexão, vamos pensar em quem deveria fazer a pesquisa genética. Uma vez que o número de pessoas que realmente tem qualquer mutação é baixo, e como essas mutações estão associadas a quadros bem específicos, o NCCN (National Comprehensive Cancer Network), um grupo de centros de câncer americano que buscam criar protocolos de padronização dos cuidados dos pacientes com câncer, publicou um protocolo de quem seriam as pessoas de alto risco que deveriam ser testadas. Abaixo segue as principais indicações:
     - toda mulher com cancer de mama antes dos 45 anos;
    - toda mulher com cancer de mama antes dos 60 anos com o subtipo triplo negativo;
    - toda mulher com antecedente de câncer de ovário; 
     - todo homem com câncer de mama
    Sempre que possível a pessoa testada deverá ser a pessoa acometida pelo câncer de mama ou ovário. No caso disso não ser possível, existem ferramentas que nos auxiliam a definir quem se enquadra como alto risco de apresentar mutação e deveria ser testada também. Importante ressaltar que existem diversos genes que podem conter alterações que aumentem o risco de ocorrência de câncer, e para cada mutação é necessário um seguimento específico. Segundo dado importante: idealmente, os parentes de primeiro grau da pessoa mutada devem ser avaliadas e a pesquisa genética ser considerada, com o objetivo de evitar a ocorrência do tumor. 
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Dra Karina Belickas Carreiro - CRM: 139.999
São Paulo, 29 de maio de 2019.
    


 

COMO ENTENDER MINHA MAMOGRAFIA?

21 maio, 2019

    Toda mamografia quando realizada, é colocada em uma categoria conhecida como BIRADS (Breast Imaging Reporting and data System). Através dessa avaliação podemos estimar o risco de uma determinada alteração encontrada no exame ser de natureza benigna ou não. 

    O sistema BIRADS é dividido em 7 níveis:

    - 0: quando a mamografia é insuficiente para avaliar a alteração e se faz necessário algum outro tipo de analise, que pode ser exame físico ou ultrassom, por exemplo.

    - 1: nenhuma alteração foi encontrada no exame.

    - 2: a alteração encontrada não apresenta qualquer risco de ser maligna. 

    - 3: provavelmente alteração normal, mas tem orientação de repetir o exame com intervalos mais curtos.

    - 4: pode ser subdividida em "a", "b" e "c" e tem graus variados de suspeita, mas deve ser complementado com biópsia da lesão.

    - 5: apresenta risco elevado de malignidade, sendo necessário atenção maior quanto a alteração.

    - 6: paciente já com diagnóstico de câncer de mama e esta realizando exame apenas para avaliação da doença. 

    Idealmente todos os exames realizados devem ser avaliados por um médico, mais comumente ginecologista ou mastologista, para que a conduta mais adequada seja tomada. O objetivo da realização da mamografia é realmente realizar diagnostico precoce de câncer de mama e de lesões pré-malignas, então seu resultado não deve ser ignorado.

    Outros exames de mama como ultrassom, ressonância e tomossíntese tem suas próprias formas de avaliação, muitas vezes utilizando também categorias similares ao BIRADS.

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Dra Karina Belickas Carreiro - CRM 139.999
São Paulo, 21 de maio de 2019.


 

 

Aprendendo sobre o câncer de mama

5 maio, 2019

    O câncer de mama, excluindo o cancer de pele não melanoma,  é o câncer mais frequente em acometer mulheres, correspondendo a 29% dos casos de câncer no Brasil em 2018. Dada esta incidência, seu diagnóstico precoce e tratamento adequado são fundamentais para garantir uma melhora da sobrevida. Importante não esquecermos que, apesar do reduzido número de casos, o câncer de mama em homens existe, e corresponde a 1% dos casos.            

    Sempre que pensamos em câncer, é automático pensarmos que é obvio que deveríamos fazer diagnóstico precoce e promover tratamento adequado, mas o que esses termos significam? A maioria das pessoas não sabem o significado da maior parte das palavras que são utilizadas em reportagens, programas de radio e televisão ou mesmo nas consultas médicas e não encontram respostas satisfatórias na internet. O objetivo desse post é esclarecer dúvidas que parecem simples, mas importantes para pacientes e familiares quando pensamos em câncer de mama. 

    A primeira informação importante é: o que é câncer? As palavras neoplasia e tumor tem o mesmo significado?

    A palavra câncer significa conjunto de células que se multiplicam com facilidade e tem capacidade de invadir outros órgãos e tecidos. Muitas vezes pensamos nas palavras tumor e neoplasia como sinônimos, contudo a palavra tumor significa apenas crescimento anormal de células e a palavra neoplasia significa crescimento anormal de algum tecido do corpo.  Logo, podemos falar em tumor maligno e benigno e falar em neoplasia benigna ou maligna, mas câncer é sempre maligno. 

    Outros termos que usamos com frequência é incidência e sobrevida. Incidência se refere ao numero de casos novos dentro de um período de tempo, normalmente usado o intervalo de 1 ano. Sobrevida está associado a quantas pessoas com aquela determinada doença vive 5 anos após o diagnóstico. Por exemplo, em reportagem da globo divulgada ontem, foi dito que a sobrevida dos casos graves chega aumentou de 20-40% nos últimos anos e nos estadios iniciais chega a quase 100%. Isso significa que nos casos mais graves, 40% das mulheres continuam vivas após 5 anos, enquanto nos casos iniciais, quase todas estão vivas. Importante acrescentar que quando é contabilizado o número de pessoas que evoluíram para óbito, são incluídas mesmo aquelas que faleceram de outras causas, como infarto, diabetes, mas que também tinham câncer de mama.

    E o último termo usado que vamos esclarecer aqui, agora mais especifico ao câncer de mama, é o que significa estadio inicial e avançado. O câncer de mama é dividido em 4 estadios: 0,I, II, III e IV. 

    - Estadio 0: representa aqueles tumores chamados carcinoma ductal in situ e que não tem capacidade de invadir outros tecidos. Não são considerados então tumores invasivos e seu tratamento se limita a cirurgia do local. Pode ser associados medidas complementares para evitar que haja uma recidiva, ou seja, que ele volte como in situ ou mesmo como invasivo. São esses tratamento: a radioterapia e o uso de hormonioterapia (tamoxifeno), uma medicação via oral. 

    - Estadio I: tumores menores de 2cm, limitados a mama. Estes são considerados tumores iniciais e podem não precisar de quimioterapia como tratamento complementar. 

    - Estadio II e III: são divididos em IIA e IIB e em IIIA, IIIB e IIIC. A definição do estadiamento vai depender do tamanho do tumor e se o câncer já se extendeu ou não para os linfonodos axilares. Normalmente, o tratamento é compreendido pela cirurgia, quimioterapia e radioterapia. O uso de hormonioterapia vai depender do subtipo do câncer.

    - Estadio IV: são aqueles que já apresentam doença fora da mama e da axila. Os locais mais frequentes no caso do câncer de mama são: osso, pulmão e fígado. O tratamento está mais associado com uso de quimioterapia e hormonioterapia, não mais cirurgia. 

    É importante salientar que o tipo de cirurgia na mama que será realizado não esta relacionado com o estadio nem com a agressividade do tumor, e sim com sua localização e com a proporção tumor/tecido mamário. As cirurgias maiores costumam ocorrer em pacientes com mamas menores, tumores maiores e tumores localizados na região central da mama, embora não haja uma regra exata.

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Dra Karina Belickas Carreiro - CRM: 139.999
São Paulo, 5 de maio de 2019.

 

VACINA DE HPV: QUANDO FAZER?

2 maio, 2019

    Aproveitando as campanhas de vacinação da gripe, acredito que seja interessante falarmos de outras vacinas também importantes, como as vacinas de HPV. E ai vem a primeira duvida: existem mais de um tipo de vacina?

    Primeiro precisamos saber um pouco mais sobre quem é o HPV. A sigla HPV significa Virus do Papiloma Humano e representa mais de 100 tipos identificados, sendo que são divididos em vírus de alto risco oncogênico e baixo risco oncogênico. Dentre os 40 tipos ano-genitais, existem 2 subtipos responsáveis pelo maior numero de infecções com potencial de evoluirem para algum tipo de câncer: são o HPV 16 e HPV18. O principal tipo de câncer relacionado com o HPV é o cancer de colo do utero, em que o vírus está associado a 98% dos casos. Estima-se, pelo INCA, que em 2015 o Brasil teve mais de 5 mil mortes causada pelo cancer e em 2018 mais de 16 mil novos casos. Além de cancer do colo uterino, o HPV também esta relacionado com o cancer de vagina, câncer de vulva e câncer de penis.

    A partir destas informações, foi criada a primeira vacina contra HPV em 2006 que conferia imunidade para os subtipos 16 e 18. A principal meta era reduzir a incidência de cancer de colo uterino. Logo depois foi criada a vacina tetravalente, que conferia imunidade aos subtipos 16 e 18 de alto risco e subtipos 6 e 11 de baixo risco, responsáveis pela maior parte das verrugas vaginais. As vacinas são aplicadas em 3 dosas, com intervalo de 1 mês entre as duas primeiras e de 6 meses entre a segunda e terceira.

    Contudo, nos resta ainda a dúvida: quando tenho que vacinar? 

    O Ministério da saúde incluiu desde 2014 a vacinação para os seguintes grupos: inicialmente apenas para meninas entre 9-13 anos e, atualmente, para meninas entre 9-14 anos, meninos entre 11 e 14 anos e mulheres portadoras de HIV até os 26 anos de idade. Pelo fabricante, a indicação é de vacinar as mulheres de 9 a 45 anos e para meninos dos 9 aos 26 anos que não tenham tido infecção pelo HPV. Como muitas vezes a infeção tem poucos sintomas, preferiu-se iniciar a vacinação numa idade mais precoce com o objetivo de imunizar pessoas antes do inicio da vida sexual e, consequentemente, menor risco de infecção. Isso significa que quem já iniciou a vida sexual não poderia ou deveria ser vacinado?

    Existem alguns trabalho mostrando melhora da imunidade em relação aos diversos subtipos de HPV mesmo já em quem já foi exposto ao vírus, reduzindo a progressão das infeções para câncer. Então, apesar de não fazer parte do público alvo principal, mulheres e homens que ja iniciaram vida sexual e que, eventualmente, já tiveram infecção pelo HPV, deveriam considerar o uso da vacina. 

    A importância da vacina pode ser demonstrada pelo trabalho: " Prevalence of cervical disease at age 20 after immunisation with bivalent HPV vaccine at age 12-13 in Scotland: retrospective population study" publicado em março desse ano na British Medical Journal (BMJ) que evidenciou redução em 85-90% dos casos de lesões precursoras em mulheres que haviam sido vacinadas com a vacina bivalente. Deste achado, podemos extrapolar que a longo prazo teremos uma redução também no numero de casos de cancer de colo uterino, mas é necessário mais tempo de seguimento destas pacientes.

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São Paulo, 30 de abril de 2019

 

O que preciso saber sobre a vacina da gripe 2019?

26 abril, 2019

    Todos os anos temos a campanha para vacinação da gripe no inicio do outono com objetivo de reduzir os casos não só de gripe, mas principalmente as complicações decorrente da gripe. Em crianças temos a bronquiolite que é uma das principais causas de procura de pronto socorro infantil no inverno, e em adultos a pneumonia. Os quadros complicados ocorrem com mais frequência nas pessoas que possam apresentar alguma diminuição em sua imunidade, chamada população de risco, e esses são os primeiros a serem vacinados.

    Esse ano a vacinação começou em 18 de abril para crianças até 5 aos de idade, gestantes em qualquer idade gestacional e puérperas (mulheres até 40 dias pós parto). A partir de 22 de abril, outros grupos de risco foram incluídos, além de possíveis transmissores da doença.

    Quem são as pessoas também vulneráveis e por que são classificadas como tal? Entram nessa categoria:

    - povos indígenas: por terem menos contato com os virus que estamos habituados na cidade, tem menos anticorpos de memória para futuras infecções.

     - Idosos: com a idade, tem uma resposta imune menor.

   - pessoas com doenças crônicas ou imunidade baixa: como saber se voce faz parte desse grupo? Uso de medicações imunossupressoras, como corticóides.

     - pessoas privadas de liberdade ou jovens sob medida socioeducativa: são consideradas pessoas de risco de complicação e alta taxa de transmissão devido a conglomeração de pessoas em que vivem e  recursos básicos de saneamento e alimentação limitados.

    Esse ano a vacina esta composta por cepas inativadas de H1N1, H3N2 e Influenza B.O fato de serem cepas inativadas significa que tem menor risco das pessoas que fizerem seu uso terem quadros, mesmo mais leves, da doença. 

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Dra Karina Belickas Carreiro  - CRM 139.999

São Paulo, 26 de abril de 2019


 

Quanto é seguro beber durante a gestação?

13 abril, 2019

     Muitas mulheres durante a gestação se perguntam: "será que posso beber alguma coisa?" ou "quanto será a quantidade segura de vinho/cerveja que posso tomar durante a gravidez?". Existe a Síndrome Alcoólica Fetal  (SAF) que está associada a atraso do desenvolvimento neurológico infantil e mal-formações fetais cardíacas, renais, faciais e neurológicas. Contudo, qual seria a quantidade segura de álcool a ser ingerida para evitar tal complicação? Por muitos anos acreditou-se que havia uma quantidade segura, mas nunca exatamente qual. Alguns sugeriam uma taça por semana, outros um gole de vez em quando, sem delimitar ao certo. 
    Em 2013 saiu uma metanálise na revista: "Alcoolismo: pesquisa clinica e experimental (Alcoholism: clinical & experimental research)" que analisou 1593 trabalhos, sendo selecionados ao final os 34 que preenchiam critérios de qualidade, que teve por objetivo esclarecer duvidas em relação ao álcool e a gestação. Neste trabalho foram analisados artigos que relacionavam quantidades variadas de ingestão alcoólica (definidas pelo número de taças consumidas por semana) com complicações em crianças de 6 meses a 14 anos, avaliando principalmente atrasos cognitivos, atraso de comportamento, atraso de linguagem, alteração visual/ motor. Não foi observado uma relação segura entre a quantidade ingerida e qualquer tipo de atraso neurológico no desenvolvimento infantil.
    Apesar de existis um prejuízo importante quando a ingesta de álcool é frequente e grande, não existe uma quantidade segura para ingesta. Portanto, se você está gestante, o mais seguro é evitar qualquer quantidade de álcool em sua dieta.
    O artigo na integra pode ser acessado pelo link a seguir: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/acer.12214
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Dra Karina Belickas Carreiro- CRM: 139.999

13 de abril de 2019

 

Quem é o Mastologista?

9 abril, 2019

     O Mastologista é o médico responsável pela saúde das mamas. Apesar dessa definição parecer muito simplista, ela apresenta um significado que vai além daquela conhecida pela maioria das pessoas. A primeira coisa que pensamos quando ouvimos a palavra mastologista é o câncer de mama. Apesar de sua importância, cerca de 59 mil casos novos no ano de 2018 (dados do INCA), o mastologista cuida de todas as doenças que possam acometer as mamas.
    Quais seriam as doenças da mama ,que não o câncer propriamente dito, que precisam de uma avaliação?

  1.    Mastites: são infecções que ocorrem na mama, principalmente associadas ao período de amamentação, mas que também tem importante correlação com tabagismo e doenças auto-imunes. 
  2.     Fluxo papilar: apesar de acreditarmos que a mama produz apenas leite no período de amamentação, o leite pode ser produzido em outras fases da vida. Também pode ocorrer saída de outros líquidos, secreções e até mesmo sangue. Qualquer uma destas alterações deve ser avaliada.
  3.     Nódulos mamários: principal queixa das mulheres em relação ås mamas, sempre deve ser bem avaliados para que seja descartada a possibilidade da ocorrência de câncer ou outros tumores de crescimento rápido.
  4.     Alteração de Mamografia ou Ultrassom de mama: muitas mulheres durante os exames de rotina ginecológica, realizam exames da mama que podem vir com diversas alterações. Dentre elas podemos citar: nódulos, cistos, microcalcificações e assimetrias. Sempre que houver qualquer duvida do médico solicitante em relação ao resultado, importante buscar avaliação de um especialista
  5.     Dor mamária ou Mastalgia: pode estar relacionada ao ciclo menstrual, tipo de soutien utilizado ou alteração estrutural.

 Essas são as principais queixas, mas ainda existem outras alterações mamárias que precisem de avaliação. E, ao contrário do que muitos acreditam, homens também podem ser acometidos pelas mesmas doenças mamárias, apesar da incidência ser muito menor. Importante não deixar  o preconceito atrasar uma avaliação que possa melhorar a qualidade de vida ou diagnosticar alguma doença mais grave de forma mais precoce.


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Dra Karina Belickas Carreiro   -  CRM: 139.999

09 de abril de 2019

 

Consulta de rotina: por que devo fazê-la?

9 abril, 2019

    Gostaria de começar esses textos informativos  com o começo de tudo: qual a importância de fazermos exames e consultas de rotina?

    A consulta de rotina passa pelo pressuposto de ser uma consulta sem avaliação de uma queixa real, apenas avaliação e exames para investigação de doenças prevalentes que possam complicar em doenças fatais ou limitantes. Como exemplo podemos citar a pressão alta, diabetes e o câncer de colo de utero ou mama. 

    O papel do GInecologista, uma vez que muitas vezes é o único médico da mulher, é identificar doenças clinicas e/ ou ginecológicas, para que possa ser oferecido a melhor orientação de cuidados e tratamento possível. O papel do Obstetra é orientar e cuidar da gestante para garantir o melhor resultado materno-fetal. 

    E quais doenças estamos rastreando? Como estamos fazendo isso? Do ponto de vista exclusivamente ginecológico podemos citar:

 - colpocitologia oncótica: mais conhecido popularmente como papanicolau, está indicado após inicio da vida sexual, e tem por objetivo identificar células alteradas no colo do utero e vagina para identificação de lesões que levem ao câncer de colo do útero. E qual o benefício disso? Oferecer tratamentos mais conservadores e menos complicações.

mamografia: no Brasil indicada a partir dos 40 anos, mas ,de acordo com risco familiar e densidade da mama, pode ser iniciada antes dos 40 ou ser complementada com exames auxiliares, como o ultrassom e a ressonância magnética. O principal benefício é o diagnóstico de lesões que possam evoluir para cancer de mama ou identificar o câncer em fases iniciais, muitas vezes reduzindo a cirurgia e evitando a quimioterapia.

    Existem outros exames que fazem parte da rotina, de acordo com antecedente pessoa, familiar e comorbidades ja existentes. Não deixe de realizar seus exames de rotina para ser orientada em relação aos cuidados necessários para ter uma melhor qualidade de vida.

                                                                                                                            

   Dra Karina Belickas Carreiro - CRM: 139.999

   29 de março de 2019


 

O que é uma consulta pré- concepcional?

2 abril, 2019

A evolução da humanidade permitiu que pudéssemos nos programar cada vez melhor para o nosso futuro e nos permitiu escolher. Dentre as escolhas que nós mulheres temos que fazer na vida está a escolha de ser ou não mães. Existem cada vez mais métodos contraceptivos para se adequar melhor a rotina de cada um, além de nós conhecermos cada vez melhor o nosso corpo e aprendermos a identificar nossos dias mais férteis, facilitando a nossa programação. 

    Neste contexto atual entra a consulta pré-concepcional. E afinal, no que ela consiste?

        1o - fazermos uma avaliação da nossa saúde para identificar possíveis problemas que, se bem controlados, diminuem os riscos numa gravidez.

        2o - avaliarmos nossa rotina nutricional e de atividade física para adequa-las ao contexto gestacional.

        3o - esclarecer duvidas relacionadas ao ciclo gravídico - puerperal.

        4o - checar se as vacinas estão atualizadas.  

    O melhor momento para essa avaliação é quando pensamos em gestação, que pode ser um mês, 6 meses ou até um ano antes. Nunca é muito cedo para tal. Isso permite que tenhamos tempo para coordenar nossa vida familiar, profissional e social, alem de identificar potenciais obstáculos para uma gestação saudável.

    Ficou com alguma dúvida? Entre em contato para maiores esclarecimento!


            Dra Karina Belickas Carreiro
            CRM: 139.999