Quem nunca se perguntou como funciona a pílula do dia seguinte? Ou nunca quis saber se ela era segura?

    Com a vida da mulher moderna, a escolha do melhor momento para ter filhos, se for tê-los, tornou-se fundamental. Muitas vezes, mesmo existindo diversos métodos contraceptivos, ocorrem imprevistos, e é para esses momentos que foi criada a pílula do dia seguinte ou pílula de emergência.

    A pílula é composta de um hormônio chamado levonorgestrel em sua maioria, podendo ser dose única de 150mcg ou 2 comprimidos de 75mcg que devem ser tomados com 12hs de intervalo. Para se ter uma ideia da dose, o comprimido da pílula diária que apresenta o levonorgestrel em sua composição tem uma dose 10x menor em cada comprimido. Sua taxa de falha chega a 2%, sendo mais eficaz nas primeiras 24hs, mas ainda tendo algum benefício até 72 horas após relação. 

    E como ela funciona? Existem 3 mecanismos principais:

            - atrasar ou adiantar a ovulação.

            - dificultar a movimentação do espermatozóide através do espessamento do muco cervical.

            - diminuir a movimentação das tubas uterinas para atrasar o encontro do óvulo com o espermatozóide. 

    Sabe-se que o óvulo e o espermatozóide duram em média 48hs e, através do atraso do encontro de ambos, eles acabam sendo absorvidos antes de se encontrar. Uma complicação possível desse atraso é a gestação ectópica, ou seja, gestação fora do útero. Isso ocorre porque normalmente o encontro do óvulo com o espermatozóide para formação do embrião ocorre na tuba uterina e, a reducão da mobilidade da tuba, faz com que a implantação ocorra no local errado.

       O uso da pílula pode alterar o início do próximo ciclo menstrual em até 7 dias, para menos ou para mais. No caso de atrasos maiores, deve-se considerar a realização de teste de gravidez. 

       Devido sua forma de ação diretamente associada a alteração ao momento da ovulação, sua eficácia não é adequada se usada mais do que uma vez no mesmo mês, sendo recomendada pelos fabricantes de uso apenas 1-2x no ano. OU seja, se está ocorrendo a necessidade do uso da pílula com muita frequência, é importante conversar com seu ginecologista para encontrar um método contraceptivo mais adequado.

    Ficou com alguma dúvida? Compartilhe!


São Paulo, 27 de junho de 2019.


Dra Karina Belickas Carreiro - CRM: 139.999